Localizada no coração do Agreste Central de Pernambuco, Tacaimbó é reconhecida pela ALEPE como a Capital Pernambucana do Maxixe, símbolo de sua identidade cultural. A 170 km do Recife e 35 km de Caruaru, a cidade ocupa posição estratégica no turismo regional, destacando-se pelo clima acolhedor e pelas tradições que atraem moradores e visitantes.
As festas populares são um grande cartão-postal, com destaque para o Carnaval de rua e a tradicional Festa do Maxixe, que movimentam a economia e celebram o que há de mais autêntico no município. O maxixe, presente na agricultura, na mesa e na música, integra o cotidiano local e reforça o orgulho da Terra do Maxixe. Até mesmo a bandeira municipal, criada em 1967, reflete valores como coragem, união e identidade.
Com hospitalidade, paisagens do interior e forte calendário festivo, Tacaimbó se consolida como um dos destinos mais vibrantes do Agreste Pernambucano.
História de Tacaimbó

A história de Tacaimbó começa em 1851, quando a região, então chamada Tacaité, recebeu a fazenda de Luiz Alves Maciel, origem do povoado de Curralinho. Em 1896, a chegada da ferrovia da Great Western integrou o local às rotas comerciais, atraindo novos moradores. O povoado passou a se chamar Antônio Olinto em homenagem ao engenheiro responsável pela obra.
Em 1906, a construção da capela dedicada a Santo Antônio fortaleceu a vida comunitária. Em 1945, por sugestão do historiador Mário Melo, o município adotou o nome Tacaimbó, de origem tupi, ligado a “água parada” ou “poço pequeno”, referência aos riachos e açudes que marcam a paisagem local.

Tacaimbó foi distrito de Caruaru a partir de 1907 e de São Caetano desde 1928. Sua emancipação ocorreu em 30 de dezembro de 1963, com instalação oficial em 1º de março de 1964. Em 1968, foi criado o distrito de Riacho Fechado. Hoje, com cerca de 13,7 mil habitantes (IBGE 2022), integra o Planalto da Borborema e se destaca pelo relevo movimentado, clima típico do Agreste e forte vocação agrícola.
O que significa Tacaimbó?

O nome Tacaimbó, de origem tupi, remete a “água parada”, “poço pequeno” ou “lugar de água calma”, refletindo a relação inicial dos habitantes com riachos e nascentes da região. Chamado de Tacaité no século XIX, o local recebeu o nome atual em 1945, reforçando sua identidade indígena. Hoje, o termo representa pertencimento, memória e a resistência cultural do povo tacaimboense.
Bandeira da cidade

Criada em 1967 pelo figurinista Marcílio Campos, a bandeira de Tacaimbó traduz a identidade municipal por meio de cores e símbolos. Em formato retangular (10:7), apresenta faixas horizontais verde e branca e um emblema central nas cores amarela, azul e vermelha. A faixa vermelha sinuosa simboliza o seio materno; o Sol representa energia e força; e a Tocha, a união e a continuidade das tradições.
O criador: Marcílio Campos
Nascido em Congo (PB) em 1929 e criado em Tacaimbó, Marcílio Campos se tornou um dos figurinistas mais respeitados do país, com formação na França e fantasias premiadas no Carnaval do Rio de Janeiro. Mesmo em carreira nacional, manteve vínculos afetivos com Tacaimbó. Faleceu em 1991 e deixou a bandeira do município como uma de suas obras mais marcantes.
O que tem de Cultura em Tacaimbó?

A cultura tacaimboense é marcada por música, dança, fé e tradição. O ano é movimentado por eventos como quadrilhas juninas, Pisa na Brasa, Boa Drilha e Pisadeira, e pelas apresentações dos Bacamarteiros de Tacaimbó, que preservam uma das expressões mais antigas do Nordeste.
O Carnaval de rua é um dos pontos altos do calendário, com blocos tradicionais como Bloco da Fofoqueira, Boi Encantado, Papangus Feminino e Bloco das Virgens, sempre com forte participação popular.

A Banda Filarmônica Municipal Santo Antônio, fundada em 1935 e atualmente regida pelo Maestro Adriano Pereira de Araújo Almeida, forma novos músicos e anima eventos cívicos e religiosos. Outro símbolo é a Estátua do Vaqueiro Zezinho Tacaimbó, homenagem à bravura sertaneja.

Entre os principais espaços culturais e turísticos estão a Praça Francelino Otaviano Araújo, a Igreja Matriz de Santo Antônio (1906), o Cruzeiro com sua vista panorâmica e a Pedra do Cachorro, unidade de conservação de 1.378 hectares que abrange três municípios.
Com essa diversidade, Tacaimbó reafirma seu papel como polo cultural do Agreste.

Dinho Lima Flor

Nascido em Tacaimbó, Dinho Lima Flor é ator, diretor e fundador da Cia do Tijolo, reconhecida por unir arte, música, poesia e engajamento social. Participou de espetáculos como “Cantata para um Bastidor de Utopia”, “Avesso do Claustro” e “Ledores no Breu”, todos marcados por caráter humanista e político. Sua obra leva consigo a força cultural do Agreste.
Ivanar Nunes

O tacaimboense Ivanar Nunes é músico, compositor, arranjador e educador. Iniciou a formação na Banda Filarmônica Santo Antônio, formou-se em Música pelo IFPE e especializou-se em Arte na Educação. Mestrando na UFPE, pesquisa a “Mazurca de Impoeiras”, primeira investigação desse tema em nível de mestrado no Brasil.
Premiado em diversos festivais, já se apresentou em grandes eventos como o Garanhuns Jazz Festival. Atua como professor e integra o Duo BasSax, além de preparar seus primeiros álbuns autorais. É o primeiro músico de Tacaimbó a ingressar em mestrado em música em universidade federal.
Artistas em Ascensão

Isabelly Amaral, Guilherme Mello e Vanderson Silva representam a nova geração de músicos de Tacaimbó. Jovens talentos em ascensão, levam o nome do município a festivais e eventos regionais, reforçando o papel da cidade como berço de novos artistas.
Conhecer a Festa do Maxixe

Com 19 anos de tradição, a Festa do Maxixe é o maior evento cultural da cidade, reunindo milhares de visitantes e atrações de destaque nacional, como Pablo, Léo Magalhães, Iguinho & Lulinha, Márcia Fellipe, Michele Andrade, Raphaela Santos e Priscila Senna. Mais que um espetáculo musical, celebra a identidade tacaimboense e o protagonismo dos agricultores.
Para o turista: onde comer e onde se hospedar em Tacaimbó

Tacaimbó recebe bem seus visitantes. O Hotel Cruzeiro, localizado na BR-232, é o principal ponto de hospedagem, integrado a um grande complexo com posto de combustível, restaurante e conveniência.

Na gastronomia, o Restaurante Casa Nossa é referência pela culinária regional; a Hamburgueria Casa Nossa oferece um espaço moderno; a tradicional Alexandre Churrascaria permanece como clássico local; e o Bar Redondo é ponto de encontro no centro da cidade. Completam o roteiro o Restaurante Bendito Sabor, a Pizzaria e Pastelaria do Marcelo e o Restaurante e Conveniência Elohim, na entrada do município.
Cada espaço revela um pouco dos sabores e da hospitalidade do Agreste.






